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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Novo partido de Marina exige ficha limpa de candidatos


Ao defender princípios éticos, Marina afirmou que a sigla não será "nem oposição, nem situação" ao governo de Dilma Rousseff, mas admitiu fazer "alianças pontuais" em torno de ideias.
Apesar de exigir "ficha limpa" para seus dirigentes partidários e candidatos, os filiados não precisarão seguir a mesma regra. O partido aceitará, por exemplo, quem tiver sido condenado por crimes como invasão de terra, que a cúpula da Rede classifica como "crime político".
"Para filiar não precisa de ficha limpa porque existem militantes que defendem a causa do movimento e que, por alguma perseguição política, respondem a processos judiciais", afirmou o deputado Walter Feldman (SP), que deixará o PSDB para ingressar no novo partido. Ele ressalvou, no entanto, que "não serão aceitos aqueles que respondem a crimes do colarinho branco, como corrupção."
A ex-senadora Heloísa Helena, por sua vez, avisou que "quem rouba não entra aqui". Em seguida, o ex-deputado do PT Marcos Rolim acrescentou que "alguns políticos" não entrarão no partido "nem se quiserem" e coube ao militante Martiniano Cavalcante nominá-los: "Paulo Maluf, Jader Barbalho e Renan Calheiros.. Outro militante emendou: "Nem José Sarney."
Ambiente
Com um discurso recheado de menções ao meio ambiente, Marina Silva afirmou que o novo partido não fará oposição ao governo Dilma. "Nós não seremos nem oposição nem situação à Dilma (Rousseff). Se a presidente estiver fazendo algo bom para o Brasil, nossa posição é favorável. Se ela for contra o Código Florestal, nossa posição é contrária", afirmou Marina, em um de seus discursos. "É um partido para questionar a si próprio. Não pode ser um partido para eleição", completou. "(O partido) não precisa ter postura de manada."
Marina disse também que o novo partido não é "nem de esquerda, nem de direita, nem situação, nem oposição. Estamos à frente."
Dizendo que são "diferentes", a ex-senadora e ex-ministra do governo Lula, Marina defendeu alianças partidárias. "Podemos fazer alianças pontuais. Não precisamos eliminar sonhos. Mas é preciso que fique claro que somos diferentes." Lembrou ainda que a nova legenda não tem "uma liderança única e, sim, multicêntricas".
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também presidenciável para 2014, a deputada Luíza Erundina (PSB-SP) e o frei Leonardo Boff limitaram-se a mandar mensagens escritas desejando sucesso ao novo partido. O cantor Gilberto Gil gravou um vídeo exibido na festa. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), esperado durante todo o dia, chegou somente no início da noite. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo via yahoo.