Acompanhe nossa postagens no Google

domingo, 26 de janeiro de 2014

Pastor Guenther Carlos completa 76 anos

Um dos mais antigos missionários batista no Brasil, o pastor Guenther Carlos Krieger completou neste último sábado(25/01), 76 anos de vida, o missionário atua entre os índios xerentes há mais de 55 anos, tendo várias conquistas alcançadas neste período, entre elas a tradução do novo Testamento para a língua Nativa do povo xerente.

Pastor Guenther reside atualmente na cidade de Miracema onde é muito respeitado pelo seu testemunho cristão e o seu trabalho prestado a esta cidade mesmo não sendo Miracema o seu foco principal.

A sua vida com Deus é um exemplo para muitos que tem a oportunidade de conhece-lo e na cidade de Miracema não é diferente.

Para o Pr. Marcelo Borges que atualmente é presidente do Conselho de Pastores de Miracema, pastor Guenther é um grande exemplo de homem de Deus, uma verdadeira referência para sua vida. "Eu tenho o privilégio dado por Deus de conhecer pessoalmente este grande homem e tê-lo como um conselheiro e amigo" finaliza o pastor. Annete Barbosa que reside na cidade de Miracema também escreveu em uma rede social referências ao pastor com as seguintes colocações: "Hoje é aniversário de um homem que eu tenho o mais profundo respeito.Homem de Honra..Pastor Gunther Carlos Krieger..Orgulho de um povo chamado Batista,um homem que deu a sua vida pessoal em prol do evangelho .Um homem que fala 5 idiomas,que tem no seu currículo diversas viagens internacionais,mas que onde se sente melhor é nas aldeias Xerentes,homem que já recebeu muitas honrarias do mundo secular e que jamais deixou a vaidade pessoal tomar conta do seu coração.Homem de um testemunho irrepreensível.Pena que já não se fazem mais pastores como ele,muito menos batistas e tão pouco crentes.Não estou aqui divinizando como homem,jamais,mas estou seguramente diante de um homem que nunca envergonhou o evangelho e nem sua familia e nem seu povo xerente,nem nós os batistas.Tenho plena certeza que Deus tem muita alegria de ser seu Senhor e Rei."

Guenther é atualmente uma das maiores referências Batista em missões indígenas no mundo e continua visitando aldeias xerentes no município de Tocantínia cumprindo o seu chamado com alegria, juntamente com sua companheira de sempre, a esposa missionária Vanda e atualmente trabalha com afinco juntamente com sua equipe  na tradução do velho testamento, mesmo tendo sua saúde um pouco comprometida.

CONHEÇA A HISTÓRIA DE VIDA E O CHAMADO DESTE GRANDE HOMEM DE DEUS:
Com informações retirada do site  www.jmn.org.br

História de vida

Guenther Carlos Krieger nasceu no dia 25 de janeiro de 1938, em Blumenau, Santa Catarina, sendo o primogênito dentre cinco irmãos de uma família luterana alemã. Como a maioria dos meninos luteranos, começou a freqüentar o Culto Infantil, uma espécie de Escola Dominical. Aos 14 anos não era convertido de fato.

Mudou-se para São Paulo, sozinho, em 1955. Ali, trabalhando em uma joalheria, recebia um salário que era suficiente para as suas necessidades e ainda lhe permitia depositar mensalmente uma pequena quantia na Caderneta de Poupança. Certo dia sentiu-se em falta com Deus, pois, enquanto em Santa Catarina, esforçava-se por assistir, pelo menos uma vez por mês, a um culto na igreja luterana. Diante disso, procurou uma igreja luterana e em seguida comprou uma bíblia, que passou a ler.

Passou a frequentar a igreja regularmente e num culto ouviu a leitura de um versículo da Bíblia que ficou martelando em sua mente: "Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?". E o jovem Guenther narra: "Continuei, nos domingos seguintes, a freqüentar a igreja. Passaram-se alguns dias, umas três semanas, creio. Por esse tempo chegou às minhas mãos um tratado sobre a salvação. Enfim, num domingo, em fins de outubro, tornou-se claro que para não perder a minha alma eu deveria aceitar a Jesus como meu Salvador pessoal. Aceitei-o ali mesmo num quarto de pensão da Rua Santa Efigênia".

Chamado missionário

Não muito tempo depois, começou a sentir o desejo de investir a sua vida em algo que tivesse sentido para o Reino de Deus. Seu pastor se dispôs conseguir-lhe uma bolsa para o Seminário Luterano para o ano seguinte. Enquanto isso, aconselhou-o a freqüentar as reuniões semanais da Mocidade Para Cristo. Ali um missionário o encaminhou ao curso noturno do Instituto Bíblico do Brasil. Enquanto no Instituto, a chama missionária começou a arder em seu coração. Certo domingo, ouvindo uma mensagem sobre o chamado dos apóstolos, entendeu que Deus o queria como missionário e decidiu largar tudo para pescar almas em algum lugar pioneiro onde Deus quisesse usá-lo. O missionário da MPC o encaminhou ao Instituto Evangélico Missionário (atual Instituto Peniel) em Jacutinga, MG. Ali passou a preparar-se em tempo integral para o trabalho missionário. Procurando aceitar e cumprir a ordenança bíblica do Batismo, em agosto de 1957 foi batizado na Igreja Batista de Casa Verde, São Paulo.

Completando seus estudos em Jacutinga em 1958, foi para o campo missionário para um período de estágio, como complementação do curso. No trabalho com indígenas, pôde ver quão espinhosa era a tarefa de evangelização dos índios, mas sentiu seu chamado sendo confirmado.

Início do trabalho Xerente

Apresentou-se à Junta de Missões Nacionais e a partir de 1º de outubro de 1959 passou a atuar entre os xerentes como seu missionário. Seu primeiro campo foi a aldeia da Baixa-Funda.

Em 23 de novembro de 1960 casou-se com Wanda Braidotti, que conhecera ainda no Instituto em Jacutinga. Deus agraciou o casal com três filhos: Orlando Luiz Krieger (19/09/61), Guenther Carlos Krieger Filho (13/06/64) e Marcos Fernando Krieger (05/04/67). Todos nasceram no sul de Minas, onde moravam os pais de Wanda, e sendo levados depois para a aldeia como recém-nascidos.

Tradução do Novo Testamento

Era 1958, ainda norte de Goiás, quando um jovem de apenas 20 anos de idade e recém-formado em teologia - Guenther Carlos Krieger - chegava à cidade de Tocantínia. Ele desembarcava com pouca experiência na “bagagem” e muitos desafios o esperavam pela frente, sobretudo por tratar-se da evangelização de índios. Anos se passaram. Lutas foram vencidas e um marco histórico foi definido décadas depois, com a comunidade indígena Xerente recebendo a tradução completa, em sua própria língua, do Novo Testamento Bíblico.

Com isso, parte da missão se cumpre. As datas históricas desta conquista são os dias 20 e 21 de outubro de 2007, quando os Xerentes das aldeias Porteira (Nrõzawi), vinte quilômetros ao norte de Tocantínia, e Brejo Comprido (Kâ wra Kurerê), quarenta e cinco quilômetros a leste, receberam as Bíblias.

A Aldeia Porteira foi a primeira a receber o Novo Testamento, dia 20, pela manhã. Cerca de 400 convidados prestigiaram a cerimônia, organizada por Wanda Braidotti Krieger, esposa do pastor Guenther, responsável direto por todo o trabalho. A cerimônia era composta também pelo pastor Rinaldo Matos, missionário da Aldeia Salto, parceiro do casal Krieger nas pesquisas lingüísticas - e que chegou praticamente no mesmo tempo na região - e pelos índios Pedro Wãikaine e Silvino, ambos convertidos.

A PIB de Campo Grande, no Rio de Janeiro, tem um histórico de anos investindo em missões e, segundo o diácono Ezequiel Mangueira, percebe-se que vale muito a pena. “Ver um trabalho desse coroando de êxito toda uma vida, quando da tradução do Novo Testamento para o Xerente, é gratificante e louvamos a Deus pela oportunidade de podermos participar dessa obra”, comenta. “Um novo desafio começa agora. Vale a pena investir em missões e, onde houver um brasileiro, índio ou não, que não conhece a Jesus Cristo, o evangelho precisa ser apresentado”, completa.

O diretor-executivo da Junta de Missões Nacionais da CBB, com sede no Rio de Janeiro, pastor Fernando Brandão, informa que os batistas brasileiros fazem história, também, por serem osprimeiros a traduzir sozinhos o Novo Testamento para outra língua. “É algo extraordinário que marca a história da Junta e traz todo um significado para esse novo século que estamos começandocomo missões nacionais. É o significado de que estamos no caminho certo, de avanço”, diz.

Tradução do Antigo Testamento

Após o término da tradução do Novo Testamento para língua Xerente, o pastor Guenther Carlos Krieger, começou a trabalhar na tradução do Antigo Testamento. O trabalho está bem adiantado: “demos um bom avanço na tradução das porções bíblicas de Gênesis” comenta o pastor. No primeiro semestre de deste ano foi preparado um folheto com os dez mandamentos na língua Xerente. Além disso, oito novos crentes foram batizados na aldeia conhecida como Bom Jardim.

Índios Xerentes gravam hinos de louvor e adoração

Tudo começou entre “uma conversa do instrumentista da Igreja Batista da aldeia Nrõzawi com o missionário que lá trabalha”, explica Wanda Krieger.

É admirável o empenho dos nossos irmãos Xerentes na produção deste CD com hinos de adoração e louvor ao Senhor. No CD temos 15 corinhos de autoria dos próprios índios mais dois, “Dawapru nã dat wapkëhrize” (Bendito Cordeiro) e “Nõkwa tê dahõs kõdi” (Vencendo vem Jesus), hinos 123 e 112 do Cantor Cristão respectivamente.